Salão Istambul, a saga do corte de cabelo

19/12/2010 — 3 comentários

Hoje, depois de quase um mês em Dubai, me obriguei a cortar o cabelo. Fui até o salão aqui ao lado do prédio, achei estranha a fachada toda coberta, não dava pra ver nada lá dentro. Quando entrei, o susto, a mulher de burca me olhou e arregalou os olhos apavadorada. O salão era só para mulheres, especialmente mulçumanas. Coitada, quando me viu dentro do salão, a expressão foi de ver um terrorista. A expressão dos olhos, pois foi só o que eu consegui ver.

Depois de duas referências, fui até um outro um pouco mais distante: Salão Instambul. Este só para homens, ou seja, uma barbearia. Quando vi o naipe do barbeiro, quase me recusei a cortar, mas dadas as circunstâncias, ou era ele ou eu mesmo. Sentei na cadeira e olhava pra cima me imaginando na Padre Chagas, em Porto Alegre, com um monte de cabelereiro gays na minha volta, um soltando mais pluma que o outro, aí eu olhava pra baixo e via o turco. E pensava comigo mesmo, este está sendo o momento mais sofrído até aqui.

O guri tentava fazer pirueta com a tesoura, como aqueles barbeiros de filmes, só que ele deixava a tesoura ou o pente cair em cima de mim. Ele tentava picotar o cabelo como um cabelereiro moderno, e picotava o cabelo na cara dele, teve que parar por 3 vezes pra cuspir o meu cabelo. Sério, um momento que nunca vou esquecer. Ah! E ele queria fazer um corte “cogumelo”. Moderno, né? Tive que explicar com sinal de fumaça que isso era anos 90 demais pra mim.

Não bastando todo esses 30 minutos de terror, após lavar o cabelo no final (sim, ele lavou bonitinho), eu sentei na cadeira pra ele secar e então ele fez a pior coisa do mundo, pegou algum tipo de perfume, empapou a mão e atolou no meu pescoço e disse “this is to refresh” (isso é pra refrescar). E a mão dele vinha da minha nuca até o meu rosto, isso foi tão rápido, mas eu vi em câmera lenta.

Sério, o cheiro do troço é tipo aquele perfume barato da AVON, Musk. Claro que depois disso, tive que sair naquele sol bonito do deserto, cheirando a tiozinho de praça. Eu já tomei um banho demorado e não saiu o cheiro, agora estou enxendo a banheira e ficarei de molho lá até sair.

Depois disso tudo, o corte ficou bonitinho. E de quebra ele me ofereceu uma limpeza de pele com hidrosucção.  E pode? Claro que pode!

3 responses to Salão Istambul, a saga do corte de cabelo

  1. 
    Danilo Correia 30/03/2011 às 21:42

    Meu parece que so no Brasil tem cabelereiro que preste rs
    na Nova Zelandia tinha um lugar que se chamava Mr Barber que era de graça o corte, pois era um lugar que as pessoas estavam tendo aula de cabelereiro. O foda é que agente entrava e tinha um monte de cara, era uma roleta russa rs poderia cair na mao de um ruim ou de um bom.
    Sorte minha que cortei com um cara mais ou menos la, mais nada comparado com o nosso cabelereiro neh, mais la nao tinha diferença em pagar era quase a mesma “merda ” kk

  2. 
    Liziane Schmidt 20/12/2010 às 11:25

    Coisas de Danilo, com “D” nasal huahuahauhauha
    Queria ter visto a cara da mulherada qdo entraste no salão!!! ahahaha
    Beijo!!

  3. 

    Manda uma foto aí pra gente ver…

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