Taxi no mundo

02/10/2012 — 3 comentários

– Taxi!!!

Já comentei aqui que costumo comparar a vida com uma série de TV. Ela poderia ser dividida por temporadas. E a cada nova temporada surgem novos cenários e personagens. Uma categoria de personagem que surgiu na minha vida nos últimos dois anos foram a dos taxistas.

Como eu não sei dirigir (vergonha) e em Dubai o taxi é ridiculamente barato, eu não utilizo transporte público aqui, faço a linha Carrie Bradshaw. Já quando estou viajando, as viagens normalmente são muito corridas e como normalmente tenho cerca de 24h na cidade, é mais fácil investir dinheiro numa corrida de taxi e ganhar algumas horas na minha viagem do que economizar e perder horas entre entender a linha do transporte público e e efetivamente usá-lo.

Nestes dois últimos anos usando taxi diariamente e em todos os lugares do mundo, posso afirmar com propriedade (e todo direito ao meu preconceito): Que raça! Poucos lugares do mundo vi um taxista honesto.

Embora não sozinhos, os taxistas brasileiros estão no topo da lista da safadeza. Lembro que estava no Rio de Janeiro no inicio do ano e um taxista que parecia super gente boa começou a falar sobre seus colegas desonestos. Falou das técnicas que o povo usa para roubar dinheiro dos passageiros, e assim ganhou minha atenção por se vender como um taxista honesto. Chegando ao hotel, a corrida deu em torno de R$ 12, 50 reais. Entreguei R$ 10, 00 reais a ele, depois entreguei mais R$ 2, 00 reais. Demorei um tempo até achar uma moeda de R$ 0,50 centavos, quando achei, veio o golpe: – você me deu só R$ 2,00 reais. Como eu estava com a atenção voltada para achar a moeda, momentaneamente, esqueci que já havia pago os R$ 10, 00. Paguei novamente pedindo desculpas. A corrida saiu por R$ 22, 50 reais. Outra técnica usada no Rio é quando você dá uma nota de R$ 50, 00 reais, eles já tem preparada uma nota de R$ 5,00 e sem você ver, a trocam e na maior cara de pau falam: Acho que o senhor confundiu, essa nota é de R$ 5,00.

Em São Paulo, onde os valores dos taxis são abusivos, acontece a mesma coisa, mas a técnica usada é a famosa “por onde o senhor que ir?”. Para quem é jeca como eu, esta é a técnica que eles usam para saber se você conhece a cidade e se podem te enrolar. Neste caso, a dica pra não cair no golpe é simples, olhe no Google Maps antes a rota e grave os nomes das ruas principais. Aí você finge que sabe.

Em Buenos Aires, o golpe famoso dos hermanos é a troca de nota. O taxista troca notas verdadeiras por notas falsas e dizem que não têm troco, devolvendo a você o dinheiro falso. A dica é sempre andar com notas baixas, você paga exatamente, ou aproximado, ao valor da corrida, ai não há desculpa.

Em Dubai, não há muitos golpes, porém os caras conseguem o emprego aqui e mudam sem saber falar inglês. 99% são paquistaneses ou indianos. Aqui eles são obrigados a serem honestos, mas mesmo assim se puderem dar uma voltinha na quadra para te tirar R$ 2,00 reais a mais, acredite, eles vão dar e vão colocar a culpa no inglês. Aqui em Dubai a presença dos taxistas (e de comissários de bordo) é tão grande que o filme mais famoso rodado na cidade, com exceção de Missão Impossível 4, é um filme sobre um taxista indiano que é confundido com um famoso ator de Bollywood e uma comissária de bordo.

Na Tailândia é bom você ter um número de taxi de confiança. Em Phuket eu quase perdi meu vôo, pois os taxistas não paravam pra mim e só taxis arranjados, sem a placa de “taxi”, poderiam me levar até o aeroporto. Segundo os taxistas que paravam e se recusavam a me levar, existe uma mafia dos taxistas e se ele me levasse, ele iria sofrer represália. Nem o hotel se atrevia a pedir taxi. O jeito foi entrar num taxi arranjado com um desconhecido qualquer, pagar o dobro da corrida sem saber se ele iria me levar para o aeroporto ou pra algum ponto deserto da ilha. Já em Bangkok, na capital, o regra é, se não pegar o taxi no hotel, fazer um acordo antes. Se não, pegar um tuk tuk, aqueles taxi/moto que são até divertidos.

O único lugar que eu fiquei impressionado com a honestidade dos meus amigos taxistas foi em Frankfurt, na Alemanha. Primeiro pela qualidade do serviço. Os carros super limpos e cheirando bem. O taxista que me levou até o restaurante ainda escutava música clássica e assobiava mostrando que conhecia bem as músicas. Já na volta, eu um pouco bêbado, voltei dançando (não lembro como) dentro do taxi com alguns amigos. Deixei cair meu iPod do bolso. No outro dia acordei puto da vida por ter perdido o iPod. Quando liguei para recepção o taxista já tinha ligado, pediu pra falar comigo, mas não sabia meu nome. Quando retornei, ele falou que me levava o iPod no aeroporto, só que eu teria que pagar a corrida, achei justo. O cara levou o aparelho na entrada do aeroporto, e ainda sorrindo.

Eu já tive problemas com taxistas em quase todo lugar do mundo. Na India, em Uganda, na Malásia até nos EUA, onde eles te obrigam a dar gorjeta. Sim, se uma corrida custa U$ 10, 00 dólares, alguns deles te obrigam a dar mais U$ 10, 00 dólares de gorjeta. E ainda afirmam que é lei.

É difícil acreditar nestes senhores, as técnicas que eu passei a usar depois de gastar muito dinheiro com taxi são:

1. Se eu não sei a rota, eu pergunto a alguém que saiba quanto mais ou menos dá a corrida. Se o espertinho perguntar por qual rota ir, já deixo claro quanto eu tenho para gastar e sei que é exatamente esse o valor da corrida.

2. Se eu ainda não sei a rota, tento fechar um valor antes de sair. Mesmo assim, tento ver com alguém que saiba quanto mais ou menos dá a corrida.

3. Se sei a rota, falo com propriedade e barganho um pouco, pois o valor que eles dão é sempre acima do normal.

4. Tento sempre pedir pra ligar o taximetro.

5. No Brasil ainda há ESTE site que você pode ter uma ideia de quanto irá gastar.

Se você for viajar ou utilizar esse eficaz serviço dentro da cidade, fique ligado, taxistas não são políticos, mas são bem espertinhos!

3 responses to Taxi no mundo

  1. 

    AMEIII O SEU SITE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  2. 

    AMEI o seu post!! Tudo de bom! Eu sempre olho a noto que entrego pro taxista antes, pra me certificar!! mas nunca aconteceu de eu ser enganada com troca de notas… Se um dia for a Colombia, os taxistas de Medellin são excelentes tb! Bjs

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  1. Eu, o muso dos taxistas! « Mundiando - Setembro 30, 2013

    […] Sula Miranda era a musa dos caminhoneiros, estou prestes a virar o muso dos taxistas. Já comentei aqui no blog sobre minhas histórias com taxistas pelo mundo afora. Nunca comentei sobre assédios. Sim! Talvez […]

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